Saímos as 9:00 de Porto Alegre e em pouco mais de uma hora chegamos a bucólica cidade de Sertão Santana. É uma cidade de colonização predominantemente alemão e polonesa.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Trilha Sertão Santana (Pedras Abraçadas) - Viagem nº 31
Saímos as 9:00 de Porto Alegre e em pouco mais de uma hora chegamos a bucólica cidade de Sertão Santana. É uma cidade de colonização predominantemente alemão e polonesa.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Viagem n.º 002 - Rapel na Linha Eulália
Nossa viagem nº 2, foi para Bento Gonçalves e o objetivo era fazer um rapel de + ou – 90 metros na Linha Eulália. Saímos no domingo pela manhã, o ponto de encontro era na entrada de Bento, na famosa Pipa. Lá conheci o Gustavo, colega de trabalho do Edu em Caxias e era quem tinha convidado para esta aventura. Esta foi a primeira atividade que fizemos com o Garbuio que na época tinha a empresa Gasper.
Nos deslocamos até a Linha Eulália, distante uns 20 min do ponto de partida.
Ao chegar lá, a vista impressiona bastante. Temos a visualização de todo o Vale dos Vinhedos como podem ver na foto abaixo.
Todos os preparativos prontos, descemos eu e o Edu juntos.
Foi a primeira vez que fiz rapel junto e ao mesmo tempo com outra pessoa. A altura de 90 metros, assusta bastante, mas a vista é espetacular. No início foi um pouco complicado, a tradicional dificuldade de sair da vertical e ficar na horizontal, estar preso a outra pessoa e o peso da corda me deixaram com bastante medo. 
Depois dos primeiros 5 metros, foi só curtição.
Deu até para tirarmos uma foto conjunta....
Eu adoro esta foto!!!
Nos 30 metros finais, era negativo. A instrução do guia era para que nos juntássemos pelas pernas para não ficar rodopiando. Confesso que foi um pouco constrangedor, porque eu e o Edu ainda não estávamos juntos. Sei lá, né!! Mas foi tranqüilo, a adrenalina de descer aquele paredão era maior do que qualquer coisa e relaxei.
Terminamos a descida super bem. Acho que foi a maior altura que eu já desci até agora. O visual é maravilhoso e a sensação de fazer rapel é espetacular.
No final, fomos até uma cachoeira e o banho foi inevitável. Maravilhoso!!


Na volta, uma trilha morro a cima super tranqüila.
O passeio foi super bacana, uma aventura radical com uma companhia maravilhosa!!! Para fechar o dia, um almoço/janta em Porto Alegre (Casa do Marquês).
PS.: Este rapel não está mais sendo feito por causa de pessoas insensatas (para não dizer outra coisa!!). O proprietário proibiu a entrada de pessoas lá porque uns tolos de "brincadeira" jogaram morro abaixo uma bicicleta de outro cara. Resumo: deu polícia e um monte de função no local. É uma pena, o lugar é muito show!!
Bom, era isso. Até a próxima!!!
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Viagem n.º 029 - Comments by Lisana
Pra começar, a nossa trilha em São Valentim exigia bastante esforço, dentro do rio em meio a pedras e troncos escorregadios, podemos denominá – la de “escalaminhada”. A cachoeira em formato de degraus que tivemos que escalar é fantástica. Uma pena não poder ficar mais tempo desfrutando desta maravilha. No final da trilha de ida, fomos recompensados pela cascata (será que tem o nome de São Valentim??). Linda e alta com todos os seus metros acima. Adoro água e não pude me conter em só olhar, comecei a ir em direção da queda dágua. Simplesmente, maravilhoso. Sentir a água batendo e fazendo aquela massagem em todo o corpo, não tem preço. Por mim, ficava muito mais por ali, mas tempo era algo escasso pois tínhamos toda a volta ainda. Ah, quase na chegada da cascata, fui pular umas pedras e senti meu joelho (na segunda descobri uma lesão no menisco! E eu nem jogo futebol!!). E a volta foi complicada!!
Me surpreendi com a pousada onde ficamos e aqui vale um destaque especial: móveis novos, lugar limpo, cama macia e chuveiro gostoso. Pousada do Chalé, recomendo.
À noite, no Ferrovia foi bem legal. Lugar bem aconchegante com uma música boa tanto nos DVD´s selecionados quanto para o setlist da banda. Destaque para a foto da Claudinha que deve sair em algum jornal da serra!!
No domingo, a alvorada foi bem cedinho pois o combinado era fazermos rapel. Fomos até o Morro Paradizo, que por causa da neblina não conseguimos ver as cidades ao redor. A espera pelos preparativos do rapel foi marcada literalmente pelos insetos em nossas pernas e as várias camadas de repelente. Eu e o Edu descemos primeiro pois ele ficou encarregado de tirar as fotos das outras pessoas. A descida foi tranqüila, o ínício sempre é complicado seja um rapel de 10m ou 90m. Este no caso era de 60m. E olha, eu realmente gosto desta sensação!! Adrenalina pura, o coração acelerado. Show de bola!!
O ruim é toda a espera no final. Destaque para a coragem da Tan, que tem medo de altura mas encarou super bem o paredão. Agradecimento especial ao Garbuio, Digo e Sandrinha que nos auxiliaram e guiaram nesta aventura.
Não menos aventurosa foi a trilha de retorno à base. Certamente, a mais roots que eu já fiz na minha vida. A terra solta, a falta de apoios e a trilha fechada dificultaram bastante a nossa subida, mas foi muito bom retornar.
Após, refeitos desta aventura, fomos comer na tal Osteria (afinal, o que é Osteria??). Ah, temos que voltar na “Estrada do Sabor” com mais calma. Tava bem gostoso, comidinha bem caseira e bem feitinha, um vinho delicioso era tudo o que eu precisava!! Bom, nem preciso dizer que falhei com os meus companheiros, a combinação de noite não durmida + vinho + barriga cheia me fez apagar. Acordei somente aqui em POA.
Enfim, o passeio foi muito bacana, os lugares visitados foram sensacionais e a companhia dos amigos, valeu muito.
Viagem nº29 - Trilha em São Valentim
A saída foi tranquila, bastante pontual e a viagem, encontro na Pipa/pórtico e ida até o início da trilha ocorreu nos conformes.
Entramos na trilha pelas 14:45. Ela ocorreu subindo o curso de um pequeno riacho. Portanto era bastante exigente, estando coalhada de pedras escorregadias, seixos pouco firmes e trechos percorridos dentro dágua, nos quais não se podia visualizar o leito, tornando o avanço mais titubeante e arriscado. Num dos pontos mais interessantes, passamos por uma pequena cascata (uns 7, 8 metros) em que subíamos por "degraus" de pedra cobertos de vegetação verde. bem legal, porém tive que tomar extremo cuidado com minha câmera, pra não molhá-la. O avanço estava sendo mais lento que o necessário para chegarmos ao objetivo final e tivemos que apressar o passo, tornando a aventura ainda mais arriscada. Eventualmente acabamos chegando em uma cascata bastante alta (talvez uns 60 metros) onde pudemos curtir um visual legal, saborear um bolo preparado pela mãe do Garbuio (nosso guia) e experimentarmos uma "ducha de cachoeira" que mais parecia uma chuva torrencial, que fazia doer nossas orelhas, hehehehe.
Estávamos correndo o risco de adentrar a noite ainda na trilha, então tivemos que acelerar ainda mais o passo. Foi o que causou a nota triste do findi: O cajado que estava na minha mochila caiu sem que eu percebesse. Quando o fiz era tarde para tentar recuperá-lo. Que saco!
Chegamos ao ponto inicial da trilha já próximo das 20:00, com pouquíssima luz natural. Foi por pouco. Fomos para a "pousada do chalé", que considerei bem interessante - pode se retornar lá sem preocupação. A Lis estava sentindo seu joelho, o que me causou preocupação.
A noite fomos num tal Ferrovia Cult, em Bento, onde comemoramos e bebemoramos o aniversário da tanise assim como assistimos algumas músicas de uma banda local (Vinílica).
Após uma noite mal-dormida, acordamos pelas 6:30 da manhã, tomamos café e nos dirigimos ao ponto onde seria feito o rappel, num paredão de mais de 60 metros de altura.
Os preparativos do rappel são lentos e um pouco monótonos, servindo para os insetos atacar sem piedade qualquer centímetro de pele descoberta. Eu e a Lis fomos os primeiros a descer. O visual é muito impressionante mas confesso que não é minha atividade preferida. Acho um pouco cansativas as esperas antes e depois da descida assim como o trabalho com o braço, pra descer, que sempre é desgastante.
Após todos descerem passamos por uma trilha de retorno extremamente exigente. A terra estava muito instável em virtude das chuvas da noite anterior e tivemos dificuldade, mas todos chegamos bem.
Recompostos fomos almoçar num lugar chamado "osteria della colombina", onde nos foi servido em um porão, por uma senhora bastante atenciosa, um cardápio composto de pratos típicos da colonização italiana. Todos saborosos, mais nada excepcional.
Foi um passeio bem interessante, no entanto, ocorreram alguns pontos negativos que não chegaram, em um cômputo geral, a prejudicar uma avaliação positiva.
Até a próxima!
sábado, 8 de novembro de 2008
Viagem n.° 001 - Comments
Aliás, chamos de trilha do vale do taquari porque encontra alguma dificuldade em definir o local exato de nossa sede naquele findi. Uns falam em Encantado, outros em Vespasiano Correia, Anta Gorda, Doutro Ricardo entre outros hehhee. Bem, todas estas cidades ficam no vale do Taquari.
A casa onde ficamos foi construída na década de 50 como sede da emprsa que construiu a ferrovia que iríamos visitar na sequência. Servia como morada para os engeheiros e gerentes do empreendimento (e não para os operários, querida, que moravam em barracões de madeira, já perdidos pela ação do tempo). É uma construção sólida (ainda em boms estado mais de 50 anos depois de sua construção) e com alguns poucos requintes de comodidade. E quando a cerração permitia, dava uma bela vista para um dos maiores viadutos (nº 11, 13???) da chamada Ferrovia do Trigo.
Conforme ele mesmo dizia (e apresentava fotos para comprovar), havia sido campeão de caiaque na juventude, tendo participado de campeonatos por toda América do Sul. Além das roupas espalhafatosas o que me marcou nele foi a contradição do discurso ecológico e seu consumo de cigarros...
Na trilha que fizemos, percorrendo os trilhos do trem, nosso estimado guia exibiu um comportamento curioso quando de nossas passagens pelo interior dos túneis. Ele nos ordenou que ficássemos em silêncio e atrás dele, uns 50 metros. Ele constantemente colava a orelha num dos trilhos. Pra mim parecia um daqueles indíos norte-americanos em filmes de faroeste... Segundo ele isto era necessário apra que ele pudesse identificar a chegada de um trem a tempos de escaparmos da morte por atropelamento. Qualquer ruído poderia impedi-lo de perceber o tremor característico da proximidade de uma composição.
Fiquei em dúvida se realmente ele não sabia os horários nos quais os trens passavam por ali ou se ela estava apenas exercitando de sua posição de guia pra fazer um "agá".
Todo caso, foi bem peculiar o passeio. Havia túneis com mais de um kilômetro de extensão, que quando se percorria parte de suas tênues curvas, deixavam o lugar num breu completo, só amenizado por pequenas lanternas de cabeça que muitos de nós usávamos. Ao final cehgamos num rio que saía de um túnel.
Ao contrário da Lis, apesar do frio, resolvi dar uma conferida no que tinha lá dentro. Afinal de contas "o que é um peido pra quem já tá cagado".
Como se vê na foto ao lado o rio estendia-se por toda a largura do túnel então precisamos molharmos até altura da cintura (em seu ponto mais profundo) pra podemos atingir o final do túnel.
nada espetacular, ams não creio que já tenha visto (ou vá ver novamente) uma cascata deste formato...
De volta a pousada, após um banho reconfortador, me instalei numdos quartos masculinos. Neste quarto fui vizinho de cama desta figura única chamada Todeschini. Já havia escutado falar dele, mas vou te contar: que peça! É daqueles que contam histórias as mais diversas. Havia morado no Japão, visitado China, Cingapura, etc, etc, etc... Realmente hilário, apesar de às vezes, ser um pouco demasiado.
Nesta mesma noite travei contato com uma certa moça que me pareceu muito interessante em diversos aspectos. Mas confesso que não poderia imaginar que ela iria se transformar no elemento fundamental da minha existência como é hoje! Repassando aqueles momentos, não posso deixar de me admirar de como nossa vida pode tomar um rumo inseperado, surpreendente e maravilhoso ao mesmo tempo. Mas estou fugindo do tema principal, a viagem.
Na manhã seguinte saímos para uma caminhada por estradinhas que passavam por várias comunidades (cidadas no início deste post), mas nãos em antes passarmos por um alngamento feito com remos de caiaque. De outro mundo! (ver foto abaixo).
Em resumo, foi um passeio interesante, com trilhas diferentes porém sem muitas emoções destacadas. Valeu a pena.
O ponto marcante (que descobri nos meses subsequentes) foi ter conhecido a Lisana. Inicialmente como nova parceira de aventuras e depois amiga e então, finalmente, namorada amada e pela qual não canso de ter admiração e de compartilhar muita felicidade.
Inté!
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Viagem n.º 001: Encantado - 18 e 19 de agosto/2007

Esta viagem foi organizada pelos nossos amigos do Ecocaminhantes, “empresa” formada por três pessoas sensacionais que organizam trilhas e passeios muito bacanas. E foi através deles que conhecemos alguns dos nossos amigos. É certo que ouvirão falar muito deles neste blog.
Chegamos a Encantado no meio da manhã de sábado e fomos direto para o nosso abrigo. Lá conhecemos o “Brutus”, como carinhosamente apelidei o nosso guia. Uma figura pitoresca, guia local e proprietário do local. A casa onde nos hospedamos foi utilizada antigamente para os operários da linha férrea. Um lugar super aconchegante, com uma lareira no meio da sala, no meio do mato com a vista para o rio. Muito legal.
No sábado, fizemos a Trilha nos Trilhos do Trem e rumo à Cascata Subterrânea. Na trilha dos trilhos, passamos por pontes e viadutos a mais de 100 metros de altura, além de atravessar pelos túneis do trem. Locais com a distância de aproximadamente 1km, totalmente sem iluminação. O uso de lanterna é obrigatório para poder se guiar, ainda mais quando os túneis fazem a curva pelos morros. Sensação única. Antes de iniciar a primeira travessia, recebemos instruções do guia para se acaso o trem passasse: além de torcer para que isso não acontecesse, o ideal seria ir para bem próximo às paredes do túnel. Ai, que medo!! Era engraçado, o guia fazia a maior pose, indo na frente para nos alertar do possível trem e pedia que fizéssemos silêncio. Piada!!!
Depois, seguimos rumo a Cascata Subterrânea. Bom, o Edu pode falar melhor sobre esta trilha, pois eu não segui até o final. Contemplava água na altura da coxa e eu não estava preparada para isto.
Na volta à pousada, um jantar saboroso a nossa espera. E após a janta, um bate papo em volta da lareira. Extremamente agradável a companhia do Edu que até então era apenas um conhecido de trilha. Posso dizer que esta noite ficará para sempre na minha memória.
No domingo bem cedinho, antes de iniciar a trilha, alguns se aventuraram a fazer um alongamento com remo ministrado pelo ilustre Todeschini. Este senhor faleceu um tempo depois e qualquer dia destes dedico um post ele, contando um pouquinho que sei da sua história. Sobre o alongamento, eu não fiz, mas valeu pelas boas risadas.
Seguindo para a trilha, um passeio de bote nos aguardava para irmos em direção a Caverna do Severino. Trilha em estrada de chão, passando pelos vilarejos. Muito bacana quando nos deparamos com rotinas totalmente diferentes da nossa. Nesses locais parece que a vida passa mais devagarzinho.... O acesso para a caverna não era sinalizado e nosso guia também não alertou que haveria um desvio, resultado: as pessoas que ficaram mais para o final do percurso acabaram se perdendo no caminho e não chegando até a caverna. Como eu fazia parte do pelotão do meio, tive a sorte de conhecer a caverna. Bem legal, fica no alto de um morro, tem uma vista muito bacana da região, mas nada surpreendente. O desafio final da trilha era atravessar uma ponte de arame pelo rio.
Na volta à pousada, almoçamos e nos preparamos para a volta.
E se alguém perguntar pelo trem.... Eu não vi nem ouvi. Em minha opinião, fazem um cenário para deixar as trilhas mais emocionantes. Faz parte!!