Algumas Googladas e já havia achado várias informações sobre a cidade e destinos ecoturísticos lá, inclusive encontrei a operadora de turismo de aventuras Rota Aventuras, com a qual acertei um roteiro interessante para conhecer as trilhas da região.
Aproveitei o momento também para "tirar meu selo" de acampamentos. Nunca havia acampado antes e, sob a pressão de alguns amigos e a promessa de apoio total da Lisana, organizei este roteiro prevendo duas hipóteses de estadia: camping ou hotel.
Enviado os emails e talicoisa, fechamos o grupo com 13 pessoas, sendo 9 campistas e 4 hoteleiros.
Saímos de Porto Alegre no sábado pela manhã, chegamos a Base Operacional do Rota Aventuras e saímos para nossa primeira trilha, a subida ao Monte Botucaruí.
Apesar de ter uma altitude relativamente baixa (576 m), trata-se do mais alto pico isolado do RS, tendo em vista não estar incrustado numa cadeia de montanhas.
Fomos levados por um Micro-ônibus até o sopé do morro e efetuamos uma subida bem íngreme até o o topo do morro.


Por graça de Deus toda a subida foi feita em área fartamente arborizada o que, além de nos premiar com resfrascante sombra, nos forneceu pontos de apoio em raízes e caules. (nossa, a lomba da Lucas é fichinha para esta subida. muito íngrime e perfeita para o nosso treinamento de Machu Pichu. várias paradas no caminho para recuperar o fôlego, mas chegamos ao destino. Lá de cima pode-se ver um ângulo de 360º da região, de um lado a serra e de outro os campos. impressionante. e a localização isolada do Morro, também é supreendente, pois de qualquer ponto da cidade ele pode ser avistado.)
Chegando ao topo, pudemos nos deleitar com vistas amplas e belas em várias direções.

Durante o percurso, nosso guia - Júnior, nos contou várias histórias e lendas sobre um monge/ermitão que teria habitado este morro. No seu topo, após comermos nosso lanche de trilha e recuperarmos nosso fôlego, conheçemos um poço meio sorumbático que, alegadamente, seria a entrada para um atalho à base do morro. (segundo a lenda, os escravos que ajudavam o monge diziam que ele chegava muito rápido ao topo e que só poderia ser possível se ele atalhasse pelo tal poço. quem duvida??)
(foto do famoso poço)
Também conheçemos a pedra da chaminé, também chamada de "Pedra da Coragem", uma vez tratar-se de um "lasca" de pedra, distante um metro e meio do topo do morro. Caso o corajoso não consiga superar o citado vão, cai numa fenda de mais de 50 metros de altura - só para corajosos mesmo, hehehe.
Também conheçemos a pedra da chaminé, também chamada de "Pedra da Coragem", uma vez tratar-se de um "lasca" de pedra, distante um metro e meio do topo do morro. Caso o corajoso não consiga superar o citado vão, cai numa fenda de mais de 50 metros de altura - só para corajosos mesmo, hehehe.


A descida me pareceu ainda mais desafiadora, mas muito legal. Voltamos pra sede da operadora e partimos dali, a pé, em direção a um trilha histórico cultural. A Lisana não nos acompanho devido a estar sentindo um pouco de dor no joelho, resquício da lesão no menisco e da cirurgia do fim de 2008.
Percorremos trecho de uma estrada construída no tempo do império, que seria utilizada por tropeiros para transporte de gado entre outros.

Ao conhecer uma tal cruz de pedra, tomamos conhecimento da história do biriva (o que será isto? um nome? uma profissão?) que num acidente ao cair do cavalo teria quebrado a perna e, sem poder fugir, teria sido devorado por uma onça e seus 3 filhotes.
Depois de um trecho em estradas vicinais chegamos a Ponte do Império, construída em 1879 (foto abaixo) e voltamos para a base operacional.

Seria o momento de montarmos nossa barraca antes da noite cair para podermos ir jantar na cidade. Porém minha querida namorada, que havia ficado na sede, já havia feito isto, facilitando o trabalho de um principiante como eu.

Após todos terem montado suas barracas e do banho purificador, fomos até o núcleo urbano de Candelária (a uns 25 km do camping) para jantarmos numa pizzaria indicada pelos guias e de nome Germânia.
Lá presenciamos o papelão do Daniel Cruel que ficou garganteando que precisaria de uma pizza grande inteira só para ele, enquanto outros dividiam uma pizza grande entre 4 pessoas. Ao fim e ao cabo, o rapaz só conseguiu liquidar 45% da pizza. Um fiasco!!!
De volta ao camping fomos dormir, ou ao menos tentar dorm ir né? E não falo das instalações, que graças ao clima ameno e a habilidosa montagem da Lisana estavam em ótimas condições. O problema foi nosso amigo Daniel Barreto que parecia um serrote em pleno uso quando roncava.
Na manhã seguinte retornamos à base operacional para a última trilha em que descemos parte da Serra do Botucaruí, de onde podemos avistar, ao longe, o Morro do Botucaruí propriamente dito que havíamos "escalado" no dia anterior. O caminho tinha 8 km e era repleto de descidas bastante desafiadoras em virtude do chão estar coalhado de pequenos seixos instáveis além de limo.
(ponto alto da trilha é o trajeto de ida, tranportados por uma kombi, subimos toda a Serra do Botucaraí e avistamos vários montes e vales belíssimos. no meio do trajeto a kombi furou o pneu e iniciamos a caminhada antes, mas o veículo recuperou-se e nos resgatou no meio do caminho. esta trilha é bastante puxada em virtude das descidas. uma pena, pois a preocupação em não se machucar é grande e acaba-se não curtindo muito a paisagem. bastante curioso é que numa parte do percurso podemos ver à distância o Monte Botucaraí ao fundo. bem bacana. no final da trilha, calor nos castigou bastante.)
Voltamos a base, desmontamos a barraca e tomamos rumo da "capitar", mas nãos em antes nos despedirmos de um grupo bem divertido, parceiro e bem disposto.
Um grande abraço ao pessoal da Rota Aventuras, obrigada pela hospitalidade da "casa" de vocês e com certeza a volta é garantida. Quem sabe um rapel ou rafting.
Nossa nota para esta viagem é 8.





