sábado, 8 de novembro de 2008

Viagem n.° 001 - Comments

Fica difícil fazer comentários sobre a trilha no vale do Taquari depois da Lisana. O texto dela é ótimo (rasgação de seda hein, mas é minha opinião).
Aliás, chamos de trilha do vale do taquari porque encontra alguma dificuldade em definir o local exato de nossa sede naquele findi. Uns falam em Encantado, outros em Vespasiano Correia, Anta Gorda, Doutro Ricardo entre outros hehhee. Bem, todas estas cidades ficam no vale do Taquari.
A casa onde ficamos foi construída na década de 50 como sede da emprsa que construiu a ferrovia que iríamos visitar na sequência. Servia como morada para os engeheiros e gerentes do empreendimento (e não para os operários, querida, que moravam em barracões de madeira, já perdidos pela ação do tempo). É uma construção sólida (ainda em boms estado mais de 50 anos depois de sua construção) e com alguns poucos requintes de comodidade. E quando a cerração permitia, dava uma bela vista para um dos maiores viadutos (nº 11, 13???) da chamada Ferrovia do Trigo.
Seu propriétário e nosso guia é uma figuraça (do qual não lembro o nome). Só sei que ele era muito posudo em suas coloridas calças e bermudas de material colante, hauhauheuahe (foto ao lado).
Conforme ele mesmo dizia (e apresentava fotos para comprovar), havia sido campeão de caiaque na juventude, tendo participado de campeonatos por toda América do Sul. Além das roupas espalhafatosas o que me marcou nele foi a contradição do discurso ecológico e seu consumo de cigarros...
Na trilha que fizemos, percorrendo os trilhos do trem, nosso estimado guia exibiu um comportamento curioso quando de nossas passagens pelo interior dos túneis. Ele nos ordenou que ficássemos em silêncio e atrás dele, uns 50 metros. Ele constantemente colava a orelha num dos trilhos. Pra mim parecia um daqueles indíos norte-americanos em filmes de faroeste... Segundo ele isto era necessário apra que ele pudesse identificar a chegada de um trem a tempos de escaparmos da morte por atropelamento. Qualquer ruído poderia impedi-lo de perceber o tremor característico da proximidade de uma composição.
Fiquei em dúvida se realmente ele não sabia os horários nos quais os trens passavam por ali ou se ela estava apenas exercitando de sua posição de guia pra fazer um "agá".
Todo caso, foi bem peculiar o passeio. Havia túneis com mais de um kilômetro de extensão, que quando se percorria parte de suas tênues curvas, deixavam o lugar num breu completo, só amenizado por pequenas lanternas de cabeça que muitos de nós usávamos. Ao final cehgamos num rio que saía de um túnel.
Ao contrário da Lis, apesar do frio, resolvi dar uma conferida no que tinha lá dentro. Afinal de contas "o que é um peido pra quem já tá cagado".
Como se vê na foto ao lado o rio estendia-se por toda a largura do túnel então precisamos molharmos até altura da cintura (em seu ponto mais profundo) pra podemos atingir o final do túnel.





No final do túnel havia uma abertura no seu "teto" pelo qual entrava um pequeno córrego, formando uma curiosa cachoeira.
nada espetacular, ams não creio que já tenha visto (ou vá ver novamente) uma cascata deste formato...

De volta a pousada, após um banho reconfortador, me instalei numdos quartos masculinos. Neste quarto fui vizinho de cama desta figura única chamada Todeschini. Já havia escutado falar dele, mas vou te contar: que peça! É daqueles que contam histórias as mais diversas. Havia morado no Japão, visitado China, Cingapura, etc, etc, etc... Realmente hilário, apesar de às vezes, ser um pouco demasiado.
Nesta mesma noite travei contato com uma certa moça que me pareceu muito interessante em diversos aspectos. Mas confesso que não poderia imaginar que ela iria se transformar no elemento fundamental da minha existência como é hoje! Repassando aqueles momentos, não posso deixar de me admirar de como nossa vida pode tomar um rumo inseperado, surpreendente e maravilhoso ao mesmo tempo. Mas estou fugindo do tema principal, a viagem.

Na manhã seguinte saímos para uma caminhada por estradinhas que passavam por várias comunidades (cidadas no início deste post), mas nãos em antes passarmos por um alngamento feito com remos de caiaque. De outro mundo! (ver foto abaixo).

Excetuando-se o despreparo do guia que não orientou corretamente os caminhantes sobre os roteiro de nossa caminhada, fazendo várias pessoas não alcançarem a caverna que era destino final da caminhada, o dia transcorreu sem maiores destaques.

Em resumo, foi um passeio interesante, com trilhas diferentes porém sem muitas emoções destacadas. Valeu a pena.
O ponto marcante (que descobri nos meses subsequentes) foi ter conhecido a Lisana. Inicialmente como nova parceira de aventuras e depois amiga e então, finalmente, namorada amada e pela qual não canso de ter admiração e de compartilhar muita felicidade.
Inté!

Um comentário:

Anônimo disse...

adorei, paixão!!
ficou muito bom, os detalhes das cidades e da história da ferrovia. sem contar, todo o teu carinho!! bjinhos.