sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Viagem n.º 001: Encantado - 18 e 19 de agosto/2007


A viagem para o Vale do Taquari começou mal, afinal foi cancelada no final de semana que estava previsto em função do mau tempo. E no dia em que foi remarcado, adivinhem?? Amanheceu chovendo, mas não o bastante para o cancelamento do passeio. E eu tinha virado a madrugada de sexta para sábado trabalhando, era véspera de um grande evento da minha empresa e fiquei finalizando uma apresentação para meu estimado ex diretor.
Esta viagem foi organizada pelos nossos amigos do Ecocaminhantes, “empresa” formada por três pessoas sensacionais que organizam trilhas e passeios muito bacanas. E foi através deles que conhecemos alguns dos nossos amigos. É certo que ouvirão falar muito deles neste blog.

Chegamos a Encantado no meio da manhã de sábado e fomos direto para o nosso abrigo. Lá conhecemos o “Brutus”, como carinhosamente apelidei o nosso guia. Uma figura pitoresca, guia local e proprietário do local. A casa onde nos hospedamos foi utilizada antigamente para os operários da linha férrea. Um lugar super aconchegante, com uma lareira no meio da sala, no meio do mato com a vista para o rio. Muito legal.

No sábado, fizemos a Trilha nos Trilhos do Trem e rumo à Cascata Subterrânea. Na trilha dos trilhos, passamos por pontes e viadutos a mais de 100 metros de altura, além de atravessar pelos túneis do trem. Locais com a distância de aproximadamente 1km, totalmente sem iluminação. O uso de lanterna é obrigatório para poder se guiar, ainda mais quando os túneis fazem a curva pelos morros. Sensação única. Antes de iniciar a primeira travessia, recebemos instruções do guia para se acaso o trem passasse: além de torcer para que isso não acontecesse, o ideal seria ir para bem próximo às paredes do túnel. Ai, que medo!! Era engraçado, o guia fazia a maior pose, indo na frente para nos alertar do possível trem e pedia que fizéssemos silêncio. Piada!!!

Depois, seguimos rumo a Cascata Subterrânea. Bom, o Edu pode falar melhor sobre esta trilha, pois eu não segui até o final. Contemplava água na altura da coxa e eu não estava preparada para isto.

Na volta à pousada, um jantar saboroso a nossa espera. E após a janta, um bate papo em volta da lareira. Extremamente agradável a companhia do Edu que até então era apenas um conhecido de trilha. Posso dizer que esta noite ficará para sempre na minha memória.

No domingo bem cedinho, antes de iniciar a trilha, alguns se aventuraram a fazer um alongamento com remo ministrado pelo ilustre Todeschini. Este senhor faleceu um tempo depois e qualquer dia destes dedico um post ele, contando um pouquinho que sei da sua história. Sobre o alongamento, eu não fiz, mas valeu pelas boas risadas.

Seguindo para a trilha, um passeio de bote nos aguardava para irmos em direção a Caverna do Severino. Trilha em estrada de chão, passando pelos vilarejos. Muito bacana quando nos deparamos com rotinas totalmente diferentes da nossa. Nesses locais parece que a vida passa mais devagarzinho.... O acesso para a caverna não era sinalizado e nosso guia também não alertou que haveria um desvio, resultado: as pessoas que ficaram mais para o final do percurso acabaram se perdendo no caminho e não chegando até a caverna. Como eu fazia parte do pelotão do meio, tive a sorte de conhecer a caverna. Bem legal, fica no alto de um morro, tem uma vista muito bacana da região, mas nada surpreendente. O desafio final da trilha era atravessar uma ponte de arame pelo rio.

Na volta à pousada, almoçamos e nos preparamos para a volta.

E se alguém perguntar pelo trem.... Eu não vi nem ouvi. Em minha opinião, fazem um cenário para deixar as trilhas mais emocionantes. Faz parte!!
E se eu voltaria?? Acho que sim, o lugar é realmente belo e surpreendente, a pousada super bacana e aconchegante. Ponto negativo: trato do guia local.
E ao contrário do que começou, o passeio acabou muito bem, pontos positivos: conhecer lugares novos, fazer aventuras e me aproximar da minha paixão. Valeu muito a pena!!
Até a próxima trip...

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